A vida é feita de reticências...
Chega de pontos finais.
DOTS
Rayssa Lamarca
9/28/20251 min read
A vida não é feita de pontos finais. É feita de reticências. De pausas, intervalos e espaços em aberto, que permitem que o outro complete a frase, acrescente o que falta, siga o fluxo. O problema é que, no marketing, quase sempre tentam nos convencer do contrário. O mercado insiste em fórmulas fechadas, em regras rígidas, em respostas que soam definitivas. Mas nada que nasce da vida real se sustenta em pontos finais.
Quantas vezes você já ouviu que não pode postar sem CTA? Como se toda comunicação precisasse terminar em um imperativo. Mas será que é assim? Eu acredito que não. Há posts que pedem silêncio, contemplação, reflexão. Há conteúdos que cumprem sua função apenas por existirem, por provocarem uma pausa no feed acelerado. E está tudo bem.
Outra máxima comum: tem que postar todos os dias. Mas a criatividade não se mede em calendário. Ela se alimenta de observação, de espaço, de tempo. E muitas vezes o impacto de um único conteúdo profundo é muito maior do que uma sequência de posts automáticos.
E aquela ideia de que o cliente precisa sempre de uma resposta pronta? Como se o marketing fosse uma bula de remédio, com instruções rígidas e universais. Eu acredito no oposto: a comunicação verdadeira nasce quando deixamos espaço para o outro. Para que ele também descubra, interprete, dialogue.
É nesse território que vivem os dots da Alasca: pontos de criatividade que não encerram, mas abrem. Que não reduzem o marketing a receitas engessadas, mas o resgatam como arte e diálogo. Porque, no fim, o verdadeiro impacto não está em dizer tudo, mas em permitir que algo continue a ser dito.
Na Alasca, escolhemos viver de reticências.
